Estás aí à porta, Ano Novo, aguardando que o velho se despeça para entrares também na ilusão de quem te espera.
Não te iludas tu, porém, nem acredites que podes fazer algo de positivo na Terra, porque os que nela mandam não consentirão.
No final serás escorraçado, como todos os anos que te antecederam, e sairás com o rabo entre as pernas, se não o deixares preso…
Não queiras vir a passar por isso. Ainda estás a tempo de escolheres.
De resto, porque és como os políticos, não poderei contar contigo para nada, e tu só interessas a quem não precisa de ti.
Não te iludas, Ano Novo, nem iludas quem te espera.
In: Sérgio O. Sá, Do Diário de um Marginal
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